• Leandro A. de Sousa

Crítica | Kong: A Ilha da Caveira (2017)


Fonte: Imagem Cinema com Rapadura

Depois que Peter Jackson falhou em fazer uma remasterização de King Kong, a Universal engavetou o monstrão e deixou ele por lá durante bastante tempo. Em 2017 a Warner lança Kong: A Ilha da Caveira e com ele uma versão do gorila jamais vista. Se pudesse usar uma palavra para descrever Kong no novo filme, seria "Colossal".

O filme não enrola muito para nos mostrar o Kong, logo de início nos já temos um vislumbre do que estaria por vir. O filme atiça nossa curiosidade logo nos primeiros minutos e nos deixa com sede de mais. E ele não demora muito para matar essa sede.

Bill Randa (John Goodman) busca ajuda com o governo Americano para que consiga ir para uma misteriosa recém descoberta ilha no Pacífico Sul. Junto a ele vão o Coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson), o rastreador James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson).

Nossa sede é saciada assim que chegamos na Ilha. O filme tem um bom ritmo e não fica mostrando o monstro de forma fragmentada, Kong aparece de forma magistral logo quando entramos naquele ambiente hostil. Assim que estamos lá cada passo pode significar a morte. Infelizmente Kong não pode aparecer a todo momento, mas em compensação, temos algumas outras bestas para nos distrair enquanto o Rei está fora de tela.

O filme é visualmente muito bonito, tanto o cenário quanto as cenas de batalha são de encher os olhos. Vemos lutas ferozes e intensas, como se fossem titãs em uma arena de batalha. A ilha tem uma atmosfera misteriosa e amedrontadora, como já foi dito, se não tomar cuidado, o próximo passo pode ser o último. A Edição de som é excelente, os barulhos medonhos que ouvimos a medida que os personagens vão se deslocando na ilha faz com que sintamos que tem um animal peçonhento ao nosso lado.

Como ressalvas, o filme sofre com alguns clichês do gênero. A tensão antes do monstro atacar, o personagem que solta um "merda" antes de ser devorado, a câmera focando no rosto do personagem para mostrar a tensão estampada. Sinceramente, acho que se o foco fosse só o Kong ao invés dos humanos o filme seria muito melhor. Parece que virou regra em todos os blockbusters ter piadinhas bem colocadas e frases de efeito para mostrar o quão badass aquele personagem é. Bom, já acostumamos com isso, então, não tem muito o que reclamar.

O filme no fim, entrega tudo o que queríamos ver, monstros gigantes lutando ferozmente e essas lutas são tão boas quanto as que vimos em Pacific Rim, o problema é que não são tão frequentes como foi neste. Um Kong monstruoso, o maior que vimos até hoje e que ainda está crescendo (Se cuida Godzilla). É um filme divertido, com uma boa ação e que vale a pena gastar seu dinheiro e tempo indo assistir a ele com os amigos ou com a família.

ALL HAIL THE KING!

NOME ORIGINAL: KONG: SKULL ISLAND

DIREÇÃO: JORDAN VOGT-ROBERTS

ROTEIRO: MAX BORENSTEIN, JOHN GATINS, DAN GILROY E DEREK CONNOLLY

ANO: 2017

#Críticas